POSITIVO

Nessiá Tová: viagens comunitárias estão de volta ao calendário

Na nossa edição anterior, fizemos uma extensa cobertura da viagem de empresários a Israel. A II BTG Tech Trip, promovida pela Câmara Brasil Israel (BRIL Chamber), em parceria com o Banco BTG Pactual, levou para o Estado Judeu 35 empresários e CEOs brasileiros.

Agora, estamos aguardando a volta dos participantes da Haseifá Baaretz, viagem organizada já há vários anos pela Fisesp, que tem como objetivo atualizar os dirigentes comunitários sobre Israel e promover encontros com autoridades locais. Aguardem nossa reportagem completa na próxima edição.

O Fundo Comunitário, por meio de sua Divisão Feminina, do dia 5 a 13 de julho, realizará uma viagem especial para seu público. Veja detalhes na contracapa. Já o Masa promoveu a Sétima Semana da Diáspora em Israel e a Agência Judaica reporta que um bom número de brasileiros voltou a fazer aliá.

Depois de um intervalo, onde medidas sanitárias impediram as viagens comunitárias, é com muita felicidade que vemos a retomada destas missões que tanto contribuem para o intercâmbio e enriquecimento de nossas comunidades.

Que nosso Ishuv continue a disfrutar e participar destas viagens: Nessiá Tová!

Protestos contra universidades israelenses e o mundo de ponta-cabeça

A Feira das Universidades Israelenses foi realizada na USP (veja matéria nesta edição), com a participação de diversas instituições de ensino do país.

Por conta do evento, grupos anti-Israel e antissemitas decidiram realizar protestos em frente ao local, pedindo boicote ao Estado Judeu. Era um grupo pequeno, que mostrava a bandeira palestina. Só que esta foi erguida de cabeça para baixo, como mostrou André Lajst, diretor do StandWithUs Brasil, que esteve presente para distribuir materiais educativos a respeito de Israel, combatendo a desinformação.

Israel e as universidades que participaram do evento têm muito a oferecer na área científica. Elas são responsáveis, inclusive, por desenvolver algumas das ferramentas que os manifestantes utilizam no dia a dia, como processadores e smartphones de gigantes como Intel, Microsoft, Google e Apple e aplicativos, como o Waze.

Para piorar a situação, esses mesmos “homenageados” pelos manifestantes da USP perpetraram e comemoraram o assassinato de civis indefesos, em Tel Aviv. Um terrorista palestino disparou sua metralhadora contra pessoas que estavam em um bar na rua Dizzengoff, uma das mais movimentadas da cidade israelense.

Assim como a bandeira dos manifestantes, parece que os valores de parte da sociedade também estão de ponta-cabeça, onde se comemora a perda de vidas e se protesta contra instituições que promovem a educação e a democratização do conhecimento e da inovação.

Fundo de Bolsas e a força do ensino judaico em S. Paulo

O irreverente programa da Rádio Jovem Pan, o Pânico, já é conhecido do público em geral e da comunidade, recebendo de maneira calorosa membros do Ishuv, formadores de opinião e rabinos.

Não foi de maneira diferente que seu líder, o experiente radialista Emílio Surita, recebeu Rav Sany no estúdio para um papo descontraído. Mas, para a surpresa de todos os que estavam ali, inclusive do humorista Daniel Zukerman – que faz parte do programa –, o comentarista Samy Dana teceu comentários negativos, desnecessários e gratuitos sobre o Colégio Bialik, que merecem registro, mas não merecem o palco do nosso editorial Negativo.

Seria melhor que este membro da comunidade focasse na qualidade alcançada pelas escolas judaicas em todo o Brasil, e o esforço comunitário inigualável, que registramos na nossa página 8. O Programa Fundo de Bolsas, é um exemplo de como o Ishuv, de forma exemplar, constrói há anos uma rede proteção educacional. E o balanço deste último ano mostra que esta rede conseguiu garantir mais de 700 crianças nas escolas.

Além disso, os resultados de aprovação nos vestibulares mais concorridos no país mostram que nossas escolas conseguem unir o conteúdo judaico a um ensino de excelência.

Portanto, resolvemos utilizar este espaço para louvar a mobilização de nossos dirigentes, entidades e escolas, que devem seguir firme nesse propósito de colocar a educação de nossas crianças como prioridade na agenda comunitária.

Hospital Israelita Albert Einstein é o melhor da América Latina

A revista norte-americana Newsweek, por mais um ano, publicou sua lista com os melhores hospitais do mundo. E o Hospital Israelita Albert Einstein, pela 3ª vez consecutiva, esteve presente na lista. E mais: foi o único brasileiro no top 50 e latino-americano no top 100 – o hospital ficou em 34º lugar.

A premiação da Newsweek é elaborada em parceria com a empresa de pesquisa de dados Statista Inc. A pesquisa foi realizada com cerca de 80 mil profissionais (médicos, profissionais de saúde e administradores de hospitais) de mais de 27 países, selecionados com base no padrão socioeconômico e expectativa de vida, tamanho da população, número de hospitais e disponibilidade de dados. A lista destaca centros que atuam com base em boas práticas de cuidado, avanços na medicina e na ciência.

Para Sidney Klajner, presidente do Einstein, este resultado se deu não só pela estrutura de excelência e ótimos profissionais. “Isso se dá pelo compromisso de promover um impacto positivo em comunidades e na sociedade, característica compartilhada com os melhores centros de saúde do mundo”.

Em setembro do ano passado, a Newsweek já havia publicado o The World’s Best Specialized Hospitals 2022, ranking que contempla os hospitais com base em seus desempenhos segmentados por especialidades, e em nove das dez especialidades avaliadas pela publicação, o Einstein obteve posição de destaque.

Se já tínhamos orgulho de um hospital da comunidade judaica ser reconhecido como o melhor do Brasil, agora esse orgulho se multiplica, pois sabemos que o reconhecimento é, merecidamente, internacional.

Projeto Ezrá, da Fisesp, ajuda a amenizar a dor de quem perdeu tudo em F. da Rocha

O início do período de chuvas causou estragos na região metropolitana de São Paulo, principalmente nas regiões mais carentes, onde falta infraestrutura. Um dos locais mais afetados foi Franco da Rocha, município localizado ao norte da capital paulista.

A prefeitura da cidade calculou que mais de mil pessoas ficaram desalojadas após as fortes chuvas. Em um deslizamento de terra, oito pessoas morreram e dez ficaram desaparecidos. As fotos e vídeos publicados pela grande mídia mostravam um cenário de terra arrasada, como de uma guerra.

Para tentar amenizar o sofrimento dessa população, a Fisesp se juntou a diversas entidades judaicas para criar o Projeto Ezrá (ajuda, em hebraico). Hebraica, Centro Cultural Knesset Israel, escolas judaicas e a Comunidade Shalom abriram suas portas para arrecadar alimentos não perecíveis – como arroz, feijão, sal e açúcar – para quem perdeu tudo durante as enchentes.

A iniciativa teve apoio da Unibes e foi realizado em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.
Mais uma vez, a comunidade judaica quebrou os muros para ajudar a comunidade maior, e olhar a quem mais precisa em momentos de dor e desespero, fazendo mais do que uma simples “ezrá”, mas sim cumprindo dois preceitos importantes: Tzedaká (justiça social) e Tikun Olam (consertar o mundo).

Câmara Brasil-Israel ajuda estrangeiros a investir no Brasil

O Brasil é um país de dimensões continentais, com realidades diferentes em cada região e cenário econômico complexo. Por isso, quando um investidor estrangeiro (como uma empresa israelense, por exemplo) pensa em investir aqui, pode ficar um pouco perdido.

Para ajudar os investidores estrangeiros a conhecer melhor o mercado e auxiliá-lo a navegar nas oportunidades de negócios, a Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria (BRIL Chamber), em parceria com a empresa de consultoria KPMG, está lançando o Guide to Doing Business in Brazil: Mapping Opportunities.

Redigido em inglês e disponível para download gratuito, o Guia traz uma ampla análise do mercado brasileiro, apontando desafios, oportunidades e tendências em cada região do país e em diferentes setores da economia, tais como: Automotivo, Manufatura Industrial, Agronegócio, Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, Consumidor e Varejo, Bebidas, Infraestrutura, Energia e Recursos Naturais, Serviços Financeiros, Serviços de Saúde, LifeScience, Educação e Empresas Privadas.

Essa foi mais uma excelente iniciativa da gestão de Renato Ochman, presidente da Câmara Brasil-Israel. Se Israel, com todo seu desenvolvimento tecnológico e excelência na educação, tem sido uma luz para as nações do mundo, a BRIL Chamber, com esse guia, certamente está lançando uma luz para todos aqueles que querem apostar no Brasil.

Conib inova com convenção democrática e bem-humorada

A 52ª Convenção da Conib, que sempre discute temas importantes, resolveu este ano atingir uma audiência maior. Ela foi desenhada, sob a liderança de seu presidente Claudio Lottenberg, para conversar com a comunidade judaica brasileira espalhada pelos quatro cantos do país.

Pela primeira vez, a programação foi totalmente aberta ao público. Planejada em um formato jornalístico conduzido por apresentadores direto da Unibes Cultural em SP, foi transmitida pelo canal do YouTube da própria Conib. A edição deste ano tem como tema “Honrando o Passado – Construindo o Futuro”, com homenagem a duas personalidades: a historiadora Anita Novinsky (1922-2021) e o jurista Celso Lafer, que completou 80 anos.

Nomes de peso foram convidados a participar, como o apresentador esportivo Benjamin Back, o coordenador-geral do Museu do Holocausto em Curitiba, Carlos Reiss, o CEO da Agência de Inovação de Israel, Dror Bin, o presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, e da Associação do Technion Brasil, Salomão Iochpe, o jornalista Jaime Spitzcovsky e o diplomata Ilan Sztulman. Esta mudança de formato certamente gerará um impacto muito maior e ecoará as discussões, que serão mais democráticas e bem-humoradas, com a participação dos conhecidos humoristas Fabio Rabin e Daniel Zukerman.

Assim, a convenção faz jus ao seu tema, no envolvimento de toda a comunidade para a construção do futuro.

Fernando Lottenberg: um brasileiro na OEA contra o antissemitismo

O advogado Fernando Lottenberg tem uma trajetória comunitária exemplar. Como presidente da Conib, teve papel importante na representatividade do Ishuv no debate de questões importantes e no enfrentamento ao antissemitismo no país.

Agora, seu desafio romperá fronteiras. Ele será o primeiro comissário da Organização dos Estados Americanos (OEA) para monitoramento e combate ao antissemitismo. O posto foi recém-criado na instituição (embora já existisse na União Europeia e em países como Canadá e Estados Unidos). Nele, Lottenberg terá como principal atribuição o enfrentamento à discriminação e ao ódio.

“O principal desafio é conscientizar os países de que o antissemitismo não é um problema apenas das comunidades judaicas, mas das sociedades que fazem parte do continente; é uma questão ligada à defesa da democracia e dos direitos humanos”, disse Lottenberg, em matéria publicada na Folha de S.Paulo.

Não é novidade para Lottenberg expandir sua competência para além dos limites brasileiros. Ele é, por exemplo, membro do Board of Trustees da Seção Latinoamericana do American Jewish Committee (AJC).

Desejamos sorte ao dirigente, pois sabemos que o combate ao antissemitismo é tarefa das mais árduas. Ao mesmo tempo, nos dá orgulho saber que um judeu brasileiro terá em suas mãos uma missão tão importante.

Hatzalá: uma década salvando vidas na comunidade

Para quem não conhece, a Hatzalá (que em hebraico, significa salvamento), é uma espécie de Samu Judaico. Criado pelo rabino norte-americano Herschel Weber, em Nova York, a ideia era reduzir o tempo de resposta dos serviços médicos de emergência no seio da comunidade judaica local.

A ideia rapidamente se espalhou por outras regiões dos Estados Unidos e, com o passar do tempo, ultrapassou as fronteiras norte-americanas. Hatzalá é, atualmente, o maior serviço voluntário de ambulâncias do mundo. Em Nova York, a organização possui milhares de voluntários que atendem mais de 250 mil chamados, por ano, utilizando carros particulares e uma frota de mais de 70 ambulâncias.

A Hatzalá, que chegou ao Brasil em 2011, está presente em Israel, Austrália, África do Sul, Cidade do México, Panamá, Bélgica, Suíça, em algumas cidades do Canadá, na Rússia, na Inglaterra e em mais de cinco estados nos EUA.

Quem precisou do serviço só tem elogios, tanto pela rapidez do atendimento, como pela ação precisa dos voluntários. Obedecendo às determinações da legislação brasileira referentes ao atendimento na área de saúde, a organização começou atendendo os bairros do Bom Retiro, Santa Cecilia, Higienópolis, Perdizes, Jardins e Pacaembu, mas já está expandindo sua atuação.

O principal preceito judaico é a preservação da vida. E é disso que se trata a Hatzalá. Que a entidade tenha muitas outras décadas de existência, para que cada vez mais vidas judaicas sejam salvas.

CIP, com apoio da Fisesp, Hebraica e Unibes, acolhe moradores de rua

Este ano, o inverno em São Paulo tem batido recordes de baixas temperaturas. Quem mais sofre com isso, claro, é a população em situação de rua, que não tem um abrigo para se proteger.

Dia desse cenário, a Congregação Israelita Paulista (CIP) foi convocada pelo governador João Doria e pelo padre Júlio Lancelotti para ajudar essas pessoas. Em uma decisão emergencial e em menos de 24 horas, a Casa da Juventude foi adaptada para fornecer comida e abrigo para 62 pessoas.

Para que tudo pudesse ficar pronto com a rapidez necessária, a CIP contou com o apoio da secretária de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo, Celia Parnes, assim como de Luiz Kignel, da Fisesp, Denise Antão, da Unibes e Fernando Rosenthal, da Hebraica – que ajudaram com toda a complicada logística – além da ONG Unidos do Bem, Mercado Maceió e Paseg.

Em menos de um dia, profissionais e voluntários – muitos apareceram querendo contribuir com a causa – fizeram tudo acontecer.

A proteção à vida é o mais importante valor judaico. Novamente, a comunidade judaica mostrou que, com a união de suas entidades, pode fazer a diferença para a população mais vulnerável na cidade de S. Paulo, romper muros e transformar, para melhor, a sociedade maior.

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